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segunda-feira, 26 de abril de 2010

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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Oi, depois de muitos meses atolado em nada eu volto a redigir meus pensamentos, nada interessante como sempre;
Não tem um motivo muito justo para ter parado de postar, fora a falta de internet, então eu vou voltar com menos freqüência, mas volto. Hoje acho que deveria escrever sobre renascimento, tipo, JC... Mas acho melhor voltar a falar sobre coisas mortas, tipo o Dédalo.

Pra quem acompanho o começo do blog viu que era uma merda isso aqui, e continua, mas eu fui dando uma evoluída com o tempo e minha escrita melhorou. Antes, quando eu escrevia os contos do Bardo que era um anjo, não tinha idéia de como trabalhar minha narrativa, agora eu comecei um romance sobre anjos humanizados, e bom, melhoro um pouco. Então eu pensei em voltar um pouco nas minhas idéias sobre poesia e postar algo meio 15 anos... lá vai:
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Referencias claras

Os olhos de brancura austera me observavam
E como se não bastassem minhas mãos tremulas, chorei
Era ali minha amada, pálida em seu torpor eterno
Musa de momentos de gozo solitário, dedicatórias alvas a minha admiração

Como amei aquelas curvas sinuosas, era minha passarela
De beleza uníssona enquanto escutava meus clamores
Minha donzela, Shakespeare não daria beleza maior as tuas mensuras
É minha doce amada, envolta de tempo e abraçada pela foice

Eu não contive minha mão e toquei aquela pele
Era fria e mesmo assim me sussurrou a libido
Guardava nas entranhas o desejo que segregou
Então o tive como se esperasse um corvo a minha janela

A tomei em meus braços e a despi com suavidade
Em meu peito pacóvio de suspiros morou o saber de sua morte
Mas de todos os momentos correto que mantive a minha Julieta
Aquele era o desespero de não os manter mais

Quando nua sob a luz trepida do luar que refletia no mar
Vi as veias paralisadas com a falta do palpitar
Decoravam a pele que me seduzia aos poucos
Dando por mim somente quando toquei os seios fartos

Como era gélida minha Julia, mas ardia em mim os olhos brandos
E sobre ela e sob a lua tive o verso proibido, chorei
Chorei as velas que acendiam em algum lugar
E tive que esperar que a paz viesse e o amor fosse

Mas era minha Eleonora, jazida na própria paz, no meu pecado
Eu chorei como um corvo que abatia minha rima inexistente
Só pude no final de minhas forças, olhar minha amada e repetir seu nome
Pedi que perdoasse meus atos e me abraçasse no céu
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Agora que eu postei a poesia, fiquei pensando, o porquê desse nome. Eram idéias soltas, como se fosse tudo jogado ao vento, tudo certo, mas não combina com o que eu vou começa a escrever, então eu vou rebatizar meu diariozinho pra um nome mais bacana...

Lembrando que vou tentar trazer mais resenhass de livros, mas enfim, como lembrar o que não foi dito né?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Voltei

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Quão de repente e as coisas

Um pouco de mente

Um ente que anda

Desfaz o mundo e mente


Eu vejo um sol descendo

Queimando o mau frio

Calma e rente as bolhas

Finas e descentes em sal


A vida aos olhos sábios

Os olhos fartos e amargos

Mas olhos que são olhos

Um espelho de um mundo


Mesmo que as mentes não entendam

Um coração que canta vida

Mesmo que longe do corpo

Uma alma que ainda respira, respira

Resto do Post

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um homem simples

Uma vida simplista

Um jeito simplório de ser


Uma mulher complicada

Uma vida complexa

Um jeito complicado de pensar


Uma criança feliz

Uma vida feliz

Um jeito feliz de sorrir


Por que será que uma criança não muda na minha poesia?

Resto do Post

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Anna, continuação do conto

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Então os anos passam e eu penso em Anna

Suas costas apagaram quando ela foi em direção ao sol

E a ultima imagem é aquela que o mar faz fundo


E sempre penso em você

Pra sempre amor Anna

Eu penso nas horas que foram

É sempre amor Anna

E os dias longos são curtos

É sempre amor Anna


Dos cochilos que minha cabeça embarcava no seu colo

Das horas que sonhei, ora nas suas coxas ora no seu peito

Quando vivia esquecendo que nunca esquecerei Anna


E sempre penso em você

Pra sempre amor Anna

Eu penso nos dias que foram

É sempre amor Anna

E os dias de sol, nublados

É sempre amor Anna


Era bela na areia a beira da espuma salgada

Desenhando com seus pés delicados como uma menina curiosa

Como esquecer o que marcou meu sangue?


E sempre penso em você

Pra sempre amor Anna

Eu penso em como você flui em mim

É sempre amor Anna

E as estações que não me largam

É sempre amor Anna

Resto do Post

terça-feira, 10 de novembro de 2009

24

terça-feira, 10 de novembro de 2009
Sobre o muro, sobe sim, pela parede
E arde, queimando pelo braço
Como se andasse por de mim

Eu digo, saia de mim, em voz alta
Nada me escuta, essa dor
Nada passa, horas travadas

Andando, pelo braço, uma aranha
Nas estranhas, nas minhas veias
Andantes coceiras corriqueiras

Queimando meu peito no inverno
Na solidão do ultimo dia
Afasta, minha dor, afasta

Sobe, meu muro, minha cabeça
Enlouquece, destrói a lua
Refaz o mundo e reza

Nada passa, um mundo, parado sempre
Sentado, esperando o ultimo
Esperando o efeito quente

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quatro estações ( “um ano inteiro” )

quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Dos monges que foram longe
Dos olhos que vivem em mim
Das lagrimas que passaram
Das esperanças que se foram

Estamos no ciclo
No descomunal amor
Nosso verão de milagres
Sorria minha linda amada

Dos dias que passam tristes
Dos artistas que vivem nus
Das horas travadas no pulso
Das caminhas estragadas pela chuva

Corremos um risco
Na penumbra apaixonante
Nosso outono de aproximação
Me fale de sua vida minha amada

Dos lugares que me lembro
Dos objetos pontiagudos
Das paisagens que riscamos
Das fotos que tiramos

Descansamos na paz
Na leve intimidade
Nosso inverno de filmes
Fique mais perto para me esquentar

Dos homens que passavam
Dos telefonemas que caiam
Das mulheres que olhavam
Das musicas que ouvíamos

Despedimo-nos no pólen
No fraco calor
Nossa primavera de redenção
Até nossas ultimas lembranças

Dos momentos que passaram
Dos porta-retratos que nos convêm
Das lembranças que marcaram
Das caricias que ainda tocam

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

remake

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Amor não amado (antigo - 2005)

Amor desdenhoso (novo - 2009)


É tudo tão difícil.

Pensar na morte perto de ti,

Pensar em te odiar,

Pensar em me afastar,

Pensar que não posso te ter.


Cego, pela amada, em meus desejos

Penso brevemente sobre a escuridão

O medo e o ódio, afastados com fragilidade

Eu ainda penso só, e não tenho a ela


Posso arriscar meu sangue,

Tentar te ter.

Posso confiar o futuro em poesias,

Mas se não for tão fácil te conquistar,

Se for preciso cair.


Posso delirante, doar minha vida a ela

Declamar a lira que a conquistará

E se não for de grande prazer

Cairei a teus pés, suplicante


Tenho medo de cair.

Talvez já tenha acontecido,

E agora, tenho medo,

Não de ti, mas sim te perder.

Agora arriscar doera.


O medo afaga minha coragem

Poderia eu, já ter fracassado aos teus pés

Agora penso nos teus olhos

Arriscar minhas palavras a ponto de magoar-te?


Penso que posso te magoar,

Magoar-te de um modo...

...que teu olhar já não me siga.

Talvez nos não devíamos ter-nos conhecido.

Nossa amizade não ter crescido.


Se minhas palavras a chocarem

Seus olhos perderem o pouco que me tem

E pense então em fugir

Cogito não ter a conhecido


Mas cresceu...cresce.

Minha amizade agora doe,

Por que aconteceu comigo,

Por que a dor esta sempre afligindo a mim.

Por que não despeja como um lixo, que é o que mereço.


Agora que é enorme em meu âmago

O plantio da amizade arde

E oro por respostas breves

Por que fizeste isso comigo?


No fundo dizem que eu sou uma pessoa boa,

No fundo sei que não.

A amo,

A venero,

Mesmo assim meus sentimentos são impuros.


Dizem a mim que não ateio o mal

Que ando com intenções puras

Mas entre tanto sofrimento e amor

Soa impureza em mim como veneno


Um amor cheio de intriga,

Ciúmes...somente ciúmes.

O amor que machuca,

O amor que doe,

O amor que não é amado.


As intrigas dessa epopéia

Dos ciúmes e desavenças

Como dói este mundo, pragmático, real

Fere cultivar um amor desdenhoso

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

15

quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Um poemas da saga dos numeros...o 15!

Cadente alvoroço ao entardecer
Queimando os impuros no portão da sabedoria
Um belo show de pirotecnia

Todos em fila para a grande marcha
O pesadelo cristão da sobrevivência
Amando o senhor do fogo
O forjador da guerra

Todos enfileirados carregados por humanos
Coleiras que ferem
Que marcam

Todos cegos seguidores humanóides
Mergulhando no pútrido oceano do livre arbítrio
Decidam a direção em que puxarei suas coleiras
Vocês escolhem

Indo junto para o destino cabisbaixo
Junto com o forjador da guerra
Mostre o caminho abençoado e optado

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Remake - Simplesmente mágoa - idéia by Mau

segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Simples magoa

Corre a lagrima sobre o rosto belo
Carregando, sentimento eterno, magoa
Na pele macia e clara
Corre e marca, de tristeza, uma lagrima
Toca o coração como o amor de poeta

A morte ronda, escondesse
Brinca, com suas patas armadas, sussurra:
“Pegue minha mão...”
Um mergulho no escuro
Do alivio, do que foi sofrido, resolvido
O fim simples do amor sombrio

“Se puder, do amor aceitar
A dor, o choro, o sofrer”
Assim a morte, com sua sutileza idiota
Diz em palavras, tão poucas

Sinto agora que amando
Sofrendo, com dias de noite, de pouco em pouco
Mancando a mim com lagrimas pervertidas
Ouvindo o barqueiro
Pronto para ouvir seus conselhos
Se o amor me rejeitar

Em minha essência humana
De erros que me permito
Guardando um amor boêmio no peito
Como uma chama pecaminosa
Que queima e arde em mim
Expandindo meus medos

O ódio se frustra perto desse amor
Um sentimento que carrega o ceifeiro
E lustra, com sangue poético, a lâmina da foice
Pesando em sua existência, como veneno
Correndo em meu corpo
Tomando-me com experiência
E como um suspiro trará sabedoria

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Mas imploro esperança de novo

Traga essa gota suada de álcool

Eu preciso que mais um dia passe

Veja a escravidão do meu sossego


Eu ainda choro sozinho à noite

E as paredes me falam


_Lute criatura!


_Eu só posso levantar quando amanhecer?

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Comemos a essência de uma manhã

Em um entardecer alaranjado


Vê a noite em um dia escuro

E suas estrelas como escudo

De uma luz do luar fraco


Sentamos em uma manha decorosa

Com o ar do doce orvalho


Rimos sobre os passados recentes

Com a mente cabisbaixa de um sorriso amargo


Vê a noite em um dia escuro

E suas estrelas como escudo

De uma luz do luar fraco


Percebas a manhã que chega a trote

Sobre as correntes de ar

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ao som de Face - Beck

quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Caminhando sobre as roseiras do jardim dela
Achei a pequena passagem secreta para um coração
Guardada por sete ursos pardos
Eu dizia...

Deixe-me, e, por favor, me deixe passar
Eu preciso do amor que ai esta
Vão embora e me deixem a sós comigo

Carros que passam por nós
Como manchas de tinta
Eu me pergunto quando as coisas acontecem
E o tempo voa com asas de ponteiros

Segure as mãos próximas
E enlouqueça com o bater das asas
Há uma multidão de palavras na minha cabeça
Eu dizia...

Deixe-me, e, por favor, me deixe dançar a próxima musica
Eu preciso juntar meu corpo ao dela
Ir embora com um cavalo feito de notas graves

As nuvens que se formam no horizonte
Com cores diferentes das demais
Não são nem cinzas nem brancas
Mas laranja e vermelho

Há um mundo alem dos portões desse jardim amaldiçoado
Onde não se amam donzelas
Onde os pássaros cantam guturais
Onde eu dizia...

Deixe-me, e, por favor, me deixe andar
Eu preciso por os pés na estrada
Correr por um caminho de tijolos amarelos

Você não vê que a amo e enlouqueço
E que perco a sanidade nesse mundo incoerente
Eu finjo sorrir e você não chora a noite
Por favor, me deixe... passar

Há minha multidão de nós
Feito para apertar um peito dolorido
Eu tento o pular, mas não acontece
Morria dizendo...

Deixe-me, e, por favor, me deixe padecer aqui
Sem um momento a mais para vivenciar a bruta vida de um amor
Só fecharei meus olhos, e, pronto.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Texto antigo

terça-feira, 18 de agosto de 2009

To postando uma poesia que escrevi quando o Mau me falou algo de não parecer mais com o que eu escrevia antigamente. Foi ai que eu escrevi isso, diz ele que parece com o que eu escrevia uns tempos atrás...

É isso, só mais poemas por enquanto, talvez eu poste um pequeno conto que escrevi daqui a um tempo.

Então por hoje é só...

Continue lendo...

Poema

No bloquinho de papel da mesa de centro
Você deixou seus breves agradecimentos

Sei bem que atrás deles breves palavras
Entre elas um poema moldado por você

Meus pêsames na contra capa

Dance no seu ritmo
E só pare quando nunca mais puder distinguir as cores
Peço de coração
Só pare quando não sentir mais os sabores

Depois que acontecer
Sorria
Saiba que de qualquer forma seus lábios farão
É o seu mínimo

Fora do contexto
Palavras tristes
E um único motivo
Mas quem vai saber qual

O rito dos que não aprovam você
Cante na igreja e seja feliz
Conheça “deus” o humilde
Aquele que não voz aparece

Você sempre soube
É só você por você
Será que você ainda se lembra de você
Você é uma pessoa boa

Quando musicas que retratam outros tocam
Você tenta se botar ali
Mas seu corpo não se encaixa
E sua mente já fugiu

Você é você
Não há como fugir
Mas tente se sentir assim
E se for preciso que acredite em alguém alem de você...

Ninguém é perfeito
E você é mais uma entre muitas
Mas peço de coração
Dance no seu ritmo

Não no ritmo deles

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Estrelas... não o da Angelica

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Faça as malas para a grande viajem

Eu a carrego em minhas costas até as estrelas

Ao lado do menino que me ofereceu doce neste caminho

Sonhando em grandes sonhos futurísticos


Eu amo o a seguir

Desde que conte com vocês ao meu lado


Mesmo raramente escrevendo sobre amizade

Meus poemas pobres se enchem em poucas palavras

Escrevendo derradeiramente sobre algo que mal guardo no peito

Tenho um beijo e um abraço, boa noite estrela


Eu desço correndo a rua

Em direção a estação do amanha


Minhas mãos abanam o céu

Mas meus olhos focam o chão

Sei que só observam minhas costas

Apreciando um sorriso inexistente


Eu voltarei forte e glorioso

De uma viajem de uma noite


Sorrisos sobre a minha volta

E o que mais pesa na minha mala são as fotos

Os tempos e as lembranças que se faz a cada dia

Eu só posso dar boa noite estrela

Resto do Post

 
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