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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Kingsbridge

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Fim de semana eu terminei de ler “Mundo sem fim”, e sabe que foi uma experiência incrível. Foi um dos poucos livros que eu passei a última página e pensei que se tivessem mais mil, eu teria lido com muito prazer. Eu já postei aqui no blog sobre o livro... é só da uma clicadinha ali nos assuntos, “livros”, que se vai achar. Eu recomendo muito, muito mesmo.


A foto é de uma catedral em kingsbridge, St. Edmunds, que se não me engano é a que o livro cita. Droga, queria mais páginas.


Comecei o Mar de Monstros, depois falo sobre ele.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Anna, continuação do conto

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Então os anos passam e eu penso em Anna

Suas costas apagaram quando ela foi em direção ao sol

E a ultima imagem é aquela que o mar faz fundo


E sempre penso em você

Pra sempre amor Anna

Eu penso nas horas que foram

É sempre amor Anna

E os dias longos são curtos

É sempre amor Anna


Dos cochilos que minha cabeça embarcava no seu colo

Das horas que sonhei, ora nas suas coxas ora no seu peito

Quando vivia esquecendo que nunca esquecerei Anna


E sempre penso em você

Pra sempre amor Anna

Eu penso nos dias que foram

É sempre amor Anna

E os dias de sol, nublados

É sempre amor Anna


Era bela na areia a beira da espuma salgada

Desenhando com seus pés delicados como uma menina curiosa

Como esquecer o que marcou meu sangue?


E sempre penso em você

Pra sempre amor Anna

Eu penso em como você flui em mim

É sempre amor Anna

E as estações que não me largam

É sempre amor Anna

Resto do Post

domingo, 15 de novembro de 2009

Parada

domingo, 15 de novembro de 2009

Kep estava na parada como todos os dias, exatamente oito e trinta e sete. Um pouco suado, seu caderno verde no seu colo e uma frase que não lhe saia da cabeça. “ Macacos vendedores lucram setenta mil na venda de uma nota antiga, raríssima, dada por engano na compra de um bilhete de loteria.”

_ Macacos sortudos...

Um homem e seu cachorro sentaram ao seu lado. Habitualmente, nunca faltavam, as oito e trinta e oito.

_ Olá Kep.

_ Olá...

_ Em que está pensando hoje?

_ Macacos. E você?

_ Gansos. Sabia que tem um macaco, cujo nome me foge a memória, que começou criando dois gansos e hoje é dono de quase todo meio oeste?

_ Malditos macacos.

Kep abriu seu caderno verde e puxou uma caneta azul.

_ O que esta escrevendo ai Kep?

_ Malditos macacos! Não posso me esquecer disso. Lembra de ontem?

_ Sim, como esquecer aquelas girafas malabaristas da 15 com a 16.

_ Poxa vida! Girafas malabaristas! Acredita que esqueci? Deveria ter anotado. Incrivelmente me senti atraído pela idéia: girafas mais pirofagia.

_ Eu também... e o Guti também. Puta que pariu, que vontade de me masturbar Kep! Você pode cuidar do Guti por um instante?

_ Claro.

Guti estava no colo de Kep e o homem com a mão dentro da calça.

_ O ônibus demora?

_ Não sei Kep. Talves tenham substituído o cobrador por um macaco. O motorista pode ser um chimpanzé. O que acharia?

_ Uma maldita traição comunista!

_ Não viaje Kep, os comunistas já foram embora... só temos agora os malditos vendedores de seguros.

_ Nem me fale! Acredita que um deles tentou me vender?

_ Eles são ousados Kep, acredite...

_ “latido”.

_ Guti esta com fome, faço o que?

_ Espere só mais um pouco Kep. Hoje o dia esta perfeito para se masturbar.

Um menino jogou uma bola e Gluti foi atrás. Ninguém se mexeu, a não ser o resto do mundo, e os dois estavam ali. Os macacos de Kep. A punheta do homem. O ônibus que chegou. O ônibus partiu.

_ Não era esse?

_ Era Kep. Mas eu não estava afim. Além do mais, não terminei o que comecei.

_ É verdade, mas se não terminar logo pode perder o próximo.

_ Pronto! Me sinto um novo homem. Como vai a sua mãe?

_ Ótima! Aquele vício em remédios acabou. Agora ela só precisa das bulas.

_ Magnífico... GUTI!

_ O seu ônibus está chegando...

_ Até amanha Kep.

_ Até.

O ônibus do Kep era o proximo.

Resto do Post

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

um

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Day mal conseguia abrir os olhos e percebeu um mundo diferente a sua volta. Podia ver um céu que nunca vira antes, paredes que pareciam envelhecidas por décadas, luzes machucavam os olhos. Sentia o frio do chão, escutava uma musica que vinha de algum lugar próximo. Tentou sentar, sentiu o corpo fraco, escorou-se em uma parede que estava a poucos centímetros dele. Sentado olhou novamente a sua volta, descobriu que estava em uma espécie de beco, Travessa do Bardo, era o que a placa dizia enquanto balançava suave. Tentou se lembrar de como fora parar ali, onde era aquele lugar, não lembrava. De repente um homem entrou no beco, a princípio não o tinha notado, mas ao passar pela frente de Day parou para olhar para baixo.

_ O que faz aqui Fantasma? – tinha uma voz rouca.


Então minha gente, comecei o romance que está na minha cabeça a mais de um ano. Tenho medo de estragar a narrativa, desperdiçar a idéia, mas de repente senti que seria bom me foca nele. Ta ai um trechinho da primeira página.

Resto do Post

terça-feira, 10 de novembro de 2009

24

terça-feira, 10 de novembro de 2009
Sobre o muro, sobe sim, pela parede
E arde, queimando pelo braço
Como se andasse por de mim

Eu digo, saia de mim, em voz alta
Nada me escuta, essa dor
Nada passa, horas travadas

Andando, pelo braço, uma aranha
Nas estranhas, nas minhas veias
Andantes coceiras corriqueiras

Queimando meu peito no inverno
Na solidão do ultimo dia
Afasta, minha dor, afasta

Sobe, meu muro, minha cabeça
Enlouquece, destrói a lua
Refaz o mundo e reza

Nada passa, um mundo, parado sempre
Sentado, esperando o ultimo
Esperando o efeito quente
 
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